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Jagged Little Pill, o musical de músicas da Alanis Morissette


No último dia 23, aconteceu a estreia mundial do novo musical Jagged Little Pill, pelo American Repertory Theatre, no Loeb Drama Center, em Cambridge, Massachusetts.

O musical, com direção artística da Tony-winning Diane Paulus (Waitress e Pippin), conta com as músicas do álbum de Alanis Morissette e Glen Ballard, ganhadores do Grammy de 1995, que vendeu 33 milhões de cópias e se tornou um rock gospel para milhões de pessoas. O musical não conta a história de Morissette (felizmente, isso não é um jukebox musical). Em vez disso, o libreto escrito pela vencedora do Oscar, Diablo Cody, traz essas músicas para contar a história de uma família multirracial suburbana em meio a uma série de eventos perturbadores e contemporâneos, durante a época de Natal em Connecticut.


Por se tratar de uma equipe criativa muito conhecida, o musical está despertando bastante curiosidade, mas enquanto não temos a oportunidade, vamos nos contentar com o que a crítica anda falando sobre espetáculo. Separamos aqui um resumo e destaque do que foi comentado da estreia mundial:

A música que define o “Jagged Little Pill” é a emocionalmente e sofrida “You Oughta Know”. Na estreia mundial da produção, ela chega no segundo ato e fez eu me arrepiar, como se um oficial militar tivesse me chamado a atenção. Foi a mesma reação que tive quando a ouvi pela primeira vez há 23 anos. A idade não entorpeceu a urgência da música. Ele ainda ressoa como uma tempestade, culminando com uma voz entrecortada: "You-oo-oo oughta know..." Seu poder de permanência era claro quando a platéia se levantou para oferecer uma salva de palmas em pé ao final da música. - The Boston Globe (Christopher Muther
Todos ao assistir “Jagged Little Pill” sentem a alfinetada na vida moderna americana.  (…) Como no material original, a adaptação musical de “Jagged Little Pill” abandona a sutileza. Mas a falta de delicadeza em "Jagged Little Pill" é uma característica, não um problema. Nunca houve muito espaço para nuances na Broadway (e este show é certamente da Broadway) e os males de hoje exigem força contundente.  - The Boston Herald (Jed Gottlieb)
Todo tabu musical é quebrado ao longo da emocionante produção de duas horas e meia. Há beijos lésbicos, sexo na adolescência, palavrões em abundância e até mesmo estupro, garantindo um aviso pré-show que diz: "Alguns membros da platéia podem se sentir angustiados com a linguagem forte, uso e abuso de drogas e violência sexual”. - The Sun (Dan Wootton)
Os movimentos #MeToo e #BlackLivesMatter são inclusos, para não mencionar as ansiedades atuais em relação ao sexo, a pornografia secreta, a solidão e a busca de ganhar o amor dos pais. É um monte de coisas pesadas para digerir e depois de duas horas e meia, Cody termina os conflitos como se imitasse um final de Shakespeare. Ela amarra as extremidades da trama, talvez de uma forma muito precisa para ser acreditada. - The Patriot Ledger (Iris Fanger)
Talvez desde de “Rent”, não tínhamos um musical investindo em tantos papéis de bravura com tanta individualidade dos personagens. E quando a canção “No” de Morissette e Guy Sigsworth é apresentada, você tem aquele arrepio e entusiasmo que apenas os grandes shows podem proporcionar. - Variety (Bob Verini)
O elenco é liderado por Elizabeth Stanley (Company, Cry-Baby, Million Dollar Quartet) , Sean Allan Krill (Mamma Mia, On a Clear Day You Can See Forever, Honeymoon in Vegas), Celia Gooding, Derek Klena (Wicked, The Bridges of Madison County, Anastasia), e Lauren Patten (Fun House). 

Coreografia: Sidi Larbi Cherkaoui
Direção musical: Bryan Perri (Chaplin e Wicked)
Cenários: Riccardo Hernandez (The People in the Picture, Caroline, or Change, Parade)
Figurino: Emily Rebholz (Dear Evan Hansen e If/Then)
Designer de luz: Justin Townsend (American Psycho)
Designer de som: Jonathan Deans (Waitress, Finding Neverlan e Young Frankenstein)
Design de vídeo/projeção: Finn Ross (Frozen, Mean Girls e Harry Potter and the Cursed Child, Parts One and Two).

Ficou ansioso? Para ter um gostinho do musical, vamos assistir abaixo um vídeo dos ensaios, onde podemos ouvir Lauren Patten cantando 'Hand in My Pocket’. 



Em março aconteceu o A.R.T. Gala, onde parte do elenco apresentou as canções 'Uninvited', 'Forgiven' e 'You Learn'. 




Confira o Curtain Call da estreia do musical.




Já sabe que estamos apaixonados pelo musical, então assim que tivermos novidades, estaremos de volta!



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