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Bloco Chá Rouge | O dia em que me senti um popstar


Tudo o que um dia você sonhou... num FLASH (ou em um bloco) pode acontecer.

O ano é 2002 e eu sou apenas um garoto de 8 anos apaixonado por música e completamente viciado em um reality show chamado Popstars. Acompanhei cada episódio e do reality e esperava ansioso os episódios. Logo que anunciaram as vencedoras, o processo de junção e criação do álbum delas, eu ia ficando mais viciado. O cd foi lançado e aquela capa rosa e cheia de glitter era a minha maior paixão. Naquela época, eu jamais imaginei que um dia pudesse ir a algum show delas e, muito menos, conhecê-las. Eis que 15 anos se passaram e cá estamos.

O Grupo Rouge anunciou seu retorno, até então temporário, em Setembro do ano passado com um único show no Vivo Rio. Confesso que quando vi o evento no Facebook, eu achei uma piada de muito mal gosto porque eu jamais imaginaria que isso REALMENTE poderia acontecer. As vendas foram um sucesso e, logo em seguida, foi anunciado um segundo show ainda no Rio de Janeiro e a partir deste momento, eu já imaginava o que poderia acontecer. O retorno gerou mais dois shows em São Paulo, uma turnê, uma música nova, um novo contrato com a Sony Music e uma gestão de carreira completamente atualizada para 5 mulheres que estavam há tanto tempo fora do mercado pop. Isso é algo a ser ressaltado: a gestão e as estratégias desta nova fase do grupo são excelentes.

A equipe do No Lustre foi convidada a entrevistar as meninas antes do Bloco Chá Rouge, que aconteceu no último dia 11. Chegamos ao hotel delas e aguardamos (ansiosamente, porque meu coração tava até acelerado hahahaha). O tempo era curto, porque como era um bloco de carnaval, existia um horário acordado e que precisava ser cumprido, então só pudemos fazer uma pergunta.


Nossa pergunta foi a seguinte: Como tá sendo o encontro com os fãs depois de tanto tempo e como vocês enxergam a representatividade do Rouge na classe LGBT no Brasil?

Fantine: “Tá sendo tão belo o nosso encontro com os nossos fãs, eles têm sido tão cautelosos, carinhosos na aproximação com a gente, querendo torcer né? Querendo ver a gente dar certo, funcionar e isso é uma honra pra respeitar, a gente tem muito o que agradecer e retribuir.

Assim que a Fantine acaba de responder a pergunta, a Luciana comenta do brilho nos meus olhos (porque eu realmente estava muito emocionado, tremendo, até fui zoado pela Karin hahaha) e todas fazem questão de comentar que este é o maior presente delas, perceber o amor, perceber o carinho, o respeito e o brilho no olhar de cada pessoa que as encontra.

O Rouge agora entra numa nova fase dentro da música pop no Brasil, pelo menos na nossa visão. O grupo carrega uma nostalgia muito grande e o público que consumia antes era mais infantil e pré-adolescente, hoje são adultos com poder aquisitivo próprio e que têm a necessidade de reviver essa energia tão boa que o grupo sempre trouxe. Acho que a principal mensagem dessas 5 mulheres sempre foi a de ACREDITAR. Nós acreditamos neste retorno e não poderíamos estar mais felizes.

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