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ESPECIAL | A coroação de Lady Gaga pós-Super Bowl


Aumento nas vendas, hit no TOP 5 da Billboard, ingressos para sua nova turnê esgotados e maior popularidade desde março de 2010 na internet. Os números não deixam negar: o efeito do Super Bowl na carreira de Lady Gaga foi impressionante. O legado deixado pela performance de 13 minutos, entretanto, é muito maior.


Precisamos voltar ao ano de 2013. Após alguns vazamentos, Lady Gaga antecipa o lead single do álbum ARTPOP, Applause, em uma semana. Bastou a infeliz coincidência de ser lançado no mesmo momento que o aguardado comeback de Katy Perry, Roar, para que as comparações entre o desempenho das novas músicas de Gaga e Katy fossem confrontados.


Perry vinha de uma ótima fase. Havia emplacado 8 músicas no top 10 da Billboard Hot 100 (6 delas em primeiro lugar), tornado-se a única mulher ganhadora do Spotlight, lançado, um ano antes, um bem sucedido documentário musical e era a mais popular cantora da internet. Já Gaga estava a quase 2 anos sem um grande hit (o antecessor de Applause, Marry The Night era, na época, a canção de menos sucesso de sua carreira), havia cancelado, ainda em 2013, os últimos shows da Born This Way Ball Tour e passado por uma cirurgia. Roar foi hit. Applause também.

2013 marca o ano do declínio do Eletro Dance nas rádios. O estilo de cantores preocupados com a imagem, com visuais extravagantes e músicas dançantes (que, não esquecemos, só chegou ao topo por influência de Gaga) já não produzia a mesma quantidade de hits. Ainda apostando no EDM e na persona exagerada, Gaga lança o ARTPOP. O desempenho vezes inferior ao seu antecessor, Born This Way, nas paradas e a sequência de hits fora do top 10 e a recepção mista por parte da crítica anunciavam que a fórmula criada pela cantora já não era a mesma máquina de sucesso e dinheiro que fora a partir de 2008.


Corajosa, a nova iorquina não deixou-se abater pelas críticas e 8 meses depois dava início a mais uma era, desta vez acompanhada do lendário Tony Bennett. Lady Gaga jogou-se ao jazz com o aclamado disco Cheek to Cheek. Um ano após viver o pior momento de sua carreira, Gaga estava de volta ao topo da parada de álbuns da Billboard e via as regravações de clássicos da música americana serem elogiadas pela crítica. Ganhou o Grammy, saiu em turnê e provou ao mundo a característica mais forte da cantora e que raramente é vista entre artistas do mainstream: a capacidade de se reinventar a sair da zona de conforto.


A sequência entre o lançamento de Cheek to Cheek e Joanne é um dos mais bem sucedidos planos de marketing já feitou na música. Se associar Lady Gaga a imagem pesada tinha ficado no passado, sua equipe tratou de associar a cantora ao que de fato, é: uma talentosa vocalista. As poucas e memoráveis apresentações, como o medley de noviça rebelde no Oscar em 2015 e a apresentação da indicada ao prêmio Til It Happens To You no ano seguinte colocaram Gaga mais uma vez no Olimpo dos cantores pop e recuperou a atenção do público a cantora.


Neste cenário, Lady Gaga lança seu mais honesto álbum até agora: Joanne. Sem grandes hits ou apoio das rádios, Gaga consegue, sozinha,  o segundo maior debut feminino do ano. Faltava mais. Faltava a prova de que Lady Gaga estava de volta ao jogo e ao lugar de onde nunca deveria ter saído. E isso veio com o Super Bowl. De repente, Lady Gaga tinha a maior audiência da televisão americana inteira para si. E se você ainda dúvida dos feitos alcançados pela cantora, basta acessar os sites de notícias e conferir o "efeito Super Bowl" na carreira de Gaga.

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